domingo, 31 de julho de 2016

Suspeito de atacar jovens com seringa é preso em São Paulo

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a Justiça aceitou pedido da Polícia Civil e determinou a prisão temporária do homem que já havia sido detido e liberado na semana passada mas que, desta vez, tinha uma seringa no bolso. No sábado (30), ele foi apresentado ao 78º Distrito Policial.
 
Foto: Estadão

Agora, o suspeito está na carceragem do 77º Distrito Policial e nesta semana vítimas serão chamadas para fazer seu reconhecimento. Na última terça-feira (26), a polícia divulgou o retrato falado de um homem de porte médio, olhos e barba castanho escuro. Neste domingo, a SSP não confirmou, até a publicação desta reportagem, se o homem detido era o mesmo da imagem.


A estagiária Andressa Fernandes Oliveira foi uma dessas vítimas. O ataque foi dentro da estação Pinheiros, na Linha 4-Amarela do Metrô, bem perto das escadas rolantes. Andressa tinha acabado de sair do trabalho.

“Eu senti uma picada no meu ombro. Na hora eu senti assim, mas achei que não era nada. Parei para ver se tinha um objeto. Não desconfiei de nada. Assim que cheguei na minha residência, o meu esposo viu uma manchinha de sangue bem onde foi a picada. Foi ai que minhas irmãs ouvindo a história que contei falaram que já tinham visto alguns caso na internet e me recomendaram a ir no hospital.”, relata.

Preocupada, Andressa foi ao Hospital Emilio Ribas, especializado em doenças contagiosas.

“A moça da triagem me informou que naquela semana eles tinham atendido 20 pessoas que tinham sido picadas pela seringa, e disse que eu tive sorte, porque uma moça tinha chegado e o moço tinha rasgado a perna inteirinha dela com a seringa", disse. O hospital informou que não pode afirmar quantos casos atendeu desse tipo.

Andressa está tomando três medicamentos há duas semanas. É o coquetel que impede que o vírus da Aids se instale nas células caso tenha entrado no corpo, além de proteger contra outras doenças como hepatite B, hepatite C, sífilis e doença de Chagas. A vítima diz que passou mal com os remédios. “Vomitei bastante, eu tive que ficar afastada do trabalho por uma semana.”

O infectologista Ivan Marinho diz que a roupa protege relativamente da picada. "É muito maior o risco quando a seringa vai na pele ou na veia de uma pessoa."

O Metrô disse que não teve nenhum caso registrado na Linha 4-Amarela.

Fonte: G1

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