quarta-feira, 6 de abril de 2016

Interpol investiga sumiço de paraense convertida ao islã

A Interpol investiga o sumiço de uma estudante paraense de 20 anos que se converteu ao islamismo e deixou o Brasil sem avisar a família na manhã de terça-feira (5). Karina Aliyn Rayol Barbosa fez contato com os familiares pela última vez às 13h15 da última segunda-feira (4). Ela havia se convertido ao islã contra a vontade da família há dois anos.
 
Foto/Arquivo pessoal
Preocupados com o sumiço, os pais da jovem - que cursa Jornalismo na Universidade Federal do Pará (UFPA) - procuraram a delegacia da Polícia Federal no aeroporto de Belém e constataram que ela havia saído do país pelo aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos, às 5h14 de ontem. Segundo a PF, Karina usou um passaporte verdadeiro, emitido no mês de dezembro em Belém.


Como a jovem é maior de idade e aparentemente a viagem foi programada, segundo a PF, o caso foi repassado à Interpol que investiga se a estudante foi recrutada por alguma organização terrorista e para qual país ela viajou. O sistema de tráfego de passageiros usado pela imigração brasileira registra a entrada e saída de passageiros nos aeroportos do país, no entanto, dados como o país de destino do viajante não são capturados, de acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Federal no Pará.

A família de Karina diz que o comportamento da jovem mudou depois que ela se converteu ao islamismo. Descrita pelo pai, Nerino Almeida, como estudiosa, responsável e centrada, Karina ficou mais reservada após a conversão que ocorreu depois que ela iniciou um curso de língua árabe na UFPA. 'Nossa convivência era maravilhosa, mas ela se afastou de outros colegas e primos. Ficou mais reservada e com o tempo precisou tomar medicamento para depressão', contou o pai.

Segundo Nerino, a filha começou a frequentar o Centro Islâmico Cultural do Pará, localizado no bairro da Campina, por influência do professor do curso de língua árabe. O pai credita o comportamento mais reservado à nova religião. Além de ter ficado mais introspectiva, Karina trancou a graduação em Jornalismo sem o conhecimento da família, fato só descoberto após o sumiço dela. 'Ela saía de casa todos os dias como se fosse para a faculdade. Por isso desconfiamos que ela estava sendo aliciada nesse período em que estava sem estudar', afirma o pai.

Determinado a encontrar a filha, Nerino Almeida planeja vender a casa da família no residencial Jardim Paraíso, no 40 Horas, em Ananindeua, para custear uma passagem até a Turquia, onde ele desconfia que Karina está. A suspeita veio de uma conversa que Nerino teve com o professor da jovem, que teria insinuado que Istambul é o destino de jovens recrutados por grupos terroristas.

ORMNews

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