quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Itaituba: entidades mantém interdição da Rodovia Transamazônica

Faixas mostram a revolta dos caminhoneiros
Projetada dentro de um slogan nacionalista “Integrar para não entregar”, a Rodovia Transamazônica, criada por um sentimento de ufanismo dos militares, regido pelos caprichos do então presidente Emílio Garrastazu Médici, foi inaugurada em agosto de 1974.
 
trecho da transamazônica não concluído
Mas de um sonho de integração aos dias atuais a Rodovia se tornou um pesadelo para nossa região, em virtude da ”enrolação” para que seja efetuado o seu asfaltamento. Para construir os 4073 Kms da Rodovia Transamazônica, o governo Federal gastou 1,5 bilhão de dólares na época (nos dias atuais daria em torno de 7,7 bilhões de dólares, uma obra faraônica que em alguns trechos ainda representa um elefante branco pelo estado de abandono.


Membros do movimento
Um desses trechos são os 7 quilômetros que cortam a zona Urbana de Itaituba, hoje intrafegável, causando transtornos aos comerciantes que margeiam a Rodovia, contribuindo para a alta demanda de acidentes, entre outras mazelas. Como não foram atendidas pelo DNIT, nem pelo 8º BEC, para que o referido trecho fosse asfaltado, 21 entidades representativas de classe se uniram em um protesto que redundou na interdição de trechos da Rodovia no perímetro urbano e no Porto da Balsa, que permite a travessia Itaituba/Miritituba/Itaituba.

Caminhões tanques foram usados para interromper o trafego na área, o que acabou causando vários transtornos principalmente para trabalhadores de várias empresas que prestam serviços nos portos que estão sendo construídos em Miritituba.

Logo no início da manhã desta quarta-feira, dia 05, mais precisamente por volta de seis horas, os organizadores do evento trouxeram faixas e interditaram o local, permitindo apenas a passagem de uma ambulância. Estão presentes no protesto que será por tempo indeterminado representantes de algumas das entidades envolvidas no ato, entre elas Dra. Cristina Bueno (presidente da OAB), Fabrício Schuber (ACI), Davi Menezes (CDL), empresário Bergo do Supermercado Duvalle, entre outros.

O ato de protesto visa chamar a atenção do DNIT e do 8º BEC quanto ao que consideram descaso do governo Federal que literalmente abandonou Itaituba em relação à Rodovia, que está repleta de lama, buraco e poeira. O protesto reivindica que seja feito de imediato o asfaltamento da Rodovia no seu perímetro urbano já que se encontra intrafegável.

O protesto no ato da paralisação transcorreu sem qualquer incidente, embora por questões de segurança, homens do 15º BPM estejam desde cedo postado às proximidades do movimento que já vem angariando grande apoio da população. O documento enviado pelas entidades de classe ao 8º BEC sequer foi recebido.

Para o empresário Patrick o movimento não tem qualquer conotação política, já que está sendo organizado apenas por representantes de entidades de classe, mas que considera relevante o apoio de todos indistintamente. O presidente da Associação Comercial, Fabrício Schuber, considera importante esse movimento, já que Itaituba não suporta mais tanto descaso e abandono. A Prefeitura de Itaituba não interveio no movimento.

Fonte: RG 15/O Impacto e Nazareno Santos



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