segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Crime barbaro : piloto de lancha voadeira foi vitima de latrocinio


SOB FORTE COMOÇÃO, FOI SEPULTADO NA TARDE DO ÚLTIMO SÁBADO O CORPO DO PILOTO DE VOADEIRA ADEMAR ALVES DO CARMO, VÍTIMA DE LATROCÍNIO, CRIME OCORRIDO NA REGIÃO DO ALTO TAPAJÓS.

Ademar foi morto de forma cruel, sem chance de defesa
O crime aconteceu na noite da última quarta-feira às proximidades do garimpo Jatobá, região do alto Tapajós. Três homens encapuzados renderam o gerente de uma draga de exploração de minério e levaram 1 quilo e 300 gramas de ouro, além de sete mil reais em dinheiro. Para chegarem até a draga, os bandidos fretaram a embarcação do piloto Ademar Alves do Carmo, um dos mais experientes da região.
Momento em que foi encontrado o corpo

Mas, segundo levantamento da polícia, no caminho, os assaltantes acabaram matando o piloto com três tiros à queima-roupa, temendo serem reconhecidos. Um dos bandidos, inclusive teria passado alguns dias no porto Buburé, onde a lancha foi fretada. A lancha foi encontrada na mesma noite, mas sem a capota e com o nome coberto de tinta, o que esgotou a esperança de o piloto ser encontrado sem vida. A morte de Ademar foi confirmada no final da tarde de sexta-feira. 
No velório, a dor da perda se confundia com o sentimento de revolta
Um vídeo gravado por um parente mostra quando o corpo foi encontrado, com marcas de baleamento e com as mãos amarradas para trás, abandonado em uma área alagadiça a cerca de um quilômetro da margem do rio Tapajós, e trazido para Itaituba, onde foi submetido a necropsia no IML da cidade. No velório, o depoimento de amigos mais próximos ao comandante Ademar deixam a impressão de um homem trabalhador que não tinha inimigos.
Invstigador Miguel Junior e escrivão Raimundo Carvalho
Até a tarde de sexta-feira, a polícia ainda não tinha pistas da localização dos bandidos, mas o gerente da draga, identificado como Sidney Cardoso dos Santos, permanecia sob custódia na seccional, para prestar esclarecimentos. Segundo o escrivão Raimundo Carvalho, a versão contada pelo gerente não convenceu a polícia. Segundo ele, os bandidos o teriam mantido vendado e ele teria sido trazido para Itaituba, onde foi deixado, sem ferimentos, a 13 quilômetros da cidade, com a quantia de 300 reais. “Nós temos que levar em conta todas as possibilidades. É suspeito que uma pessoa, vítima de um assalto em que uma outra pessoa foi morta friamente, sem necessidade, saia ilesa, sem nenhum ferimento, e ainda que os bandidos tenham deixado com essa pessoa uma certa quantia em dinheiro para que ela possa chegar à cidade. A polícia continua investigando e consideramos que, no mais curto espaço de tempo possível, estaremos dando uma definição deste caso. Só lamentamos que um cidadão trabalhador como o ‘seu’ Ademar, tenha sido morto de forma tão cruel”, resumiu o escrivão Raimundo Carvalho.
DPC José Bezerra preside o inquérito


Em tempo: Na manhã de hoje (Segunda-feira, 13), a nossa produção foi informada de que o gerente da draga, Sidney Cardoso dos Santos, já foi liberado pela polícia, e que existem algumas pistas que poderão reforçar as investigações para que sejam capturados os latrocidas. Mas essas informações ainda são mantidas em sigilo para não comprometer o andamento da apuração dos fatos.
Ademar Alves do Carmo tinha 58 anos de idade e há mais de trinta trabalhava como piloto de voadeira, transportando cargas e  passageiros para os garimpos do alto Tapajós. Como pleno conhecedor dos rios da região, Ademar dominava a preferência de pessoas que queriam conhecer a região ou viajar para os garimpos. A morte do piloto foi um choque para famílias e amigos.

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