sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Incompeténcia ou engano: Mulher é multada por dirigir carro sem capacete em Belém

Multa, no valor de R$ 191, 54, foi gerada no mês de outubro.
Em nota, Semob admitiu possibilidade de equívoco. Motorista irá recorrer.
 
Multa indica a infração cometiva: dirigir carro modelo Honda City sem capacete.  (Foto: Paula Portugal da Costa/ Arquivo pessoal)

A assistente social Paula Portugal Costa, 48 anos, recebeu uma multa por dirigir seu carro sem capacete. Nesta sexta-feira (13), ela conseguiu realizar o protocolo para pedir a retirada da pena junto a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (SeMob), após ter sido informada em outras tentativas que o sistema estava fora do ar.

O documento descreve a infração como “conduzir motocicleta, motoneta ou ciclomotor sem capacete de segurança”, ao mesmo tempo em que atesta que o veículo em questão é um carro modelo Honda City. A multa, no valor de R$ 191, 54, foi gerada no dia 12 de outubro, no Portal da Amazônia, no bairro do Jurunas, em Belém.
“Achei um absurdo, uma coisa sem pé nem cabeça. A finalidade deles é arrumar o trânsito, orientar condutores, mas parece que a preocupação são essas multas desenfreadas e arbitrárias”, diz a assistente.
De acordo com a motorista, junto com a penalização vieram outras duas, com intervalo de cinco minutos do registro de uma para outra: uma relativa a desacato de autoridade e outra por dirigir falando ao celular. “Essas duas eu nem vou recorrer porque sei que não vai dar em nada. Esse é o sistema. Com o celular talvez tenha até acontecido, mas com essa do capacete não sei o que houve. Em uma das vezes que fui a Semob, me disseram que quando eles multam às vezes mudam o número da placa e tem um ‘premiado’”, reclama.

Em nota, a Semob informou que todo cidadão tem o direito de recorrer a autuação quando é detectado algum equívoco como este relatado na reportagem. Ainda de acordo com o órgão, o processo de autuação ainda é manual e existe a possibilidade do erro ter ocorrido durante o preenchimento do talonário, quando o agente digitou para o sistema. A superintendência cogita ainda a possibilidade da placa do veículo ter sido clonada.

Fonte: G1 NOTICIAS PARÁ

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