terça-feira, 5 de novembro de 2013

Após 40 anos, BR-163 e Transamazônica não são concluídas

As rodovias BR-163, que liga Santarém, no oeste do Pará, a Cuiabá (MT), e a Transamazônica, que liga Cabedelo, na Paraíba, a Lábrea, no Amazonas, começaram a ser construídas na década de 70 pelo governo federal e ainda não foram finalizadas. O fluxo de carretas e caminhões é cada dia maior na região. Esses veículos são responsáveis por transportarem os produtos que movimentam a economia dos estados do entorno das vias. Mas, a qualidade do tráfego em longos perímetros gera prejuízo aos caminhoneiros e empresários.

Em 40 anos, as duas rodovias não foram concluídas com asfaltamento, drenagem e sinalização. (Foto: Reprodução/TV Tapajós)
A demora da conclusão do asfaltamento dessas estradas custa caro para quem passa a maior parte da vida por elas. O caminhoneiro Sidnei Martins acredita que a BR-163 está em melhores condições que a Transamazônica. "Hoje, está melhor que antigamente. Eu já cheguei a gastar 5 dias para chegar em Santarém. Hoje em dia, chego em dois dias. Se estiver seco, em um dia chago", explica.


As dificuldades para trafegar nas duas rodovias tem refletido na economia na maioria das cidades que dependem delas para o abastecimento do mercado local. O empresário João Rodrigues relata perda de mercadorias devido à demora dos caminhoneiros nas estradas. "Você vem com verdura, aí passa três dias nas estradas, aí você perde. Gado também, como já aconteceu de morrer muito gado devido passar cinco, oito dias na viagem. Aqui a gente é esquecido", afirma.

Os produtores e empresários vivem atualmente com a expectativa que as obras de recuperação e asfaltamento da BR-163 avancem e que a rodovia seja concluída. As máquinas do Exército brasileiro estão trabalhando em vários trechos da BR, entre os municípios de Santarém e Rurópolis. Em alguns pontos, apenas um sentido da pista está sendo usado, o que torna o risco de acidentes em evidência. Alguns caminhões seguem viagem em comboios para maior segurança.

Caminhoneiros como Josias de Almeida, conhecem bem o resultado das péssimas condições dessas estradas e sonham com a conclusão das obras para que tenham o dia a dia com menos prejuízos. "Agora está melhorando, mas ainda tem muito para melhorar porque a gente trabalha com produção e, se demora, a gente perde. Os caminhões quebram, fura muito os pneus", conta.
G1/Santarém


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