sábado, 22 de junho de 2013

Guerreiros Munduruku prendem biólogos em Jacareacanga

Os guerreiros Munduruku chegaram na manhã de hoje (22) e conduziram os 3 reféns manietados direto para a praça Cristina Ribeiro no centro da cidade de Jacareacanga. Até o presente momento os detidos não sofreram nenhuma agressão física, foram alimentados e já estão desamarrados, sob a vigilância dos guerreiros Munduruku. De acordo com informações de dos reféns, os Munduruku estão esperando a presença de representantes do governo federal ainda esta tarde. 
Um grupo de guerreiros Munduruku prendeu ontem a noite na comunidade de Mamãe Anã, três biólogos da empresa Concremat que estavam fazendo pesquisas de impacto ambiental na área de influência do empreendimento hidrelétrico Jatobá, município de Itaituba. Os pesquisadores estavam baseados na comunidade de Mamãe Anã há vários meses fazendo inventário da Fauna e da Flora e levantamento socioambiental.


Os Munduruku são totalmente contra a construção do complexo hidrelétrico no Tapajós. Na última assembleia indígena as lideranças disseram que iriam para o confronto de necessário para impedir a conclusão  do empreendimento.


Além da detenção dos 3 biólogos Luiz Peixoto, Djalma Ferreira e José Guimarães, os Munduruku apreenderam material de pesquisa, equipamentos de captura de peixes além de pequenos animais dissecados para estudos. “Nós vamos libertar os reféns após conversa com representantes do governo federal e da empresa que mandou fazer os estudos de impacto ambiental. Nós queremos a paralização imediata dos estudos no Tapajós. Os equipamentos apreendidos nós iremos destruí-los”, disse Waldeni Kabá, um dos líderes do movimento.

A Secretaria Geral da Presidência da República já está em contato com os indígenas, de forma a estabelecer uma negociação para liberar os reféns. O objetivo do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral, é que os biólogos sejam liberados rapidamente. Segundo nota do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), os indígenas retiraram cerca de 25 pesquisadores e biólogos na noite de ontem das terras indígenas. 'Os técnicos coletavam amostrar da fauna e flora da região para os estudos ambientais e de viabilidade das usinas no rio Tapajós', informa o Cimi em nota oficial.
















Com informações e fotos Nonato Silva JCR

4 comentários:

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  2. Pois é, o terror foi generalizado. Não foi nada pacífico. O grupo que levou barco, notebook, máquinas e equipamentos (que não aparecem nas fotos), era composto também por não-indígenas!! E o pior é que não houve pesquisa em terra indígena em nenhum momento como estão alegando. A vila em que os biólogos foram cercados fica a duas horas de barco da aldeia mais próxima e fora de terra indígena. O material que eles apreenderam e vão destruir é petrecho de pesca que iria ser doado para eles na próxima etapa de trabalho... Muito lamentável tudo isso.

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  3. O que me preocupa é que por trás deste movimento está o dedo dos ativistas do CIMI e do Greenpeace que estão no município desde abril e o pior com o apoio da Igreja Católica, pois na sede do município de Jacareacanga esse grupo de ativistas ficam hospedados na Casa das Irmãs, inclusive fazendo bebedeiras Em Mamãe Anã estes ativistas estavam acompanhando os indigenas. É hora das autoridades identificarem esse pessoal e adotar providências enérgicas. Os indigenas foram usados como massa de manobra e saíram de sua área e invadiram uma comunidade não indígena distante há mais de duas horas de voadeira da divisa de suas reserva.

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  4. A ação dos índios Mundurucu pode até ser valida, desde que atuem em sua área demarcada. Entretanto não justifica a retenção de equipamentos de uso pessoal dos pesquisadores, como notebook, maquinas fotográficas, lanternas, GPS e outros. Isso é roubo, assalto mesmo. Alguém precisa tomar providencias. Posso taxa-los de ladrões mesmos. Aproveitadores da situação.

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