segunda-feira, 6 de maio de 2013

Estradas do Pará tem 208 pontos de exploração sexual


Pelo menos 50 policiais rodoviários federais participam de um treinamento nesta sexta-feira (6), em Belém, como parte da Operação Temática de Enfrentamento aos Crimes Contra os Direitos Humanos, que tem como foco central o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais paraenses. Esta é a primeira vez que a operação acontece no Pará, o segundo estado que recebe a operação. O Piauí também já recebeu a ação, que começa hoje e vai até o próximo dia 9 em Belém.

'A ideia é consolidar o papel da polícia rodoviária como defensora dos direitos humanos para que possa, em parceria com outros órgãos, desencadear essa operação e resguardar o direito dessas crianças e adolescentes aqui no Pará', explica Érika Sobral, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da PRF.


Além do Pará, policiais dos estados de Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Tocantis, Brasília e Pernambuco participam da ação que vai fiscalizar principalmente a rodovia BR-316. 'Queremos coibir e prevenir esse tipo de crime nas rodovias paraenses, o que percebemos é que os pontos que antes ficavam à margem da rodovia, hoje já adentraram aos bairros próximos', explica Érika.

No curso, os agentes vão promover a troca de experiências e a articulação com outras instituições que atuam na área da segurança pública e defesa dos direitos humanos, além de intensificar as ações de fiscalização dos pontos de risco levantados no Mapeamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas rodovias federais no período 2011/2012. As ações repressivas serão realizadas em locais definidos a partir de informações repassadas pela área de inteligência da PRF.

De acordo com o mapeamento, entre os anos de 2011 e 2012, o Pará teve 208 pontos de exploração identificados, resultando num total de 330 na região Norte. No total, esse mapeamento registrou pelo menos 1.778 pontos em todo país.

O primeiro estado a receber a operação foi o Piauí, há dias 10. 'Tivemos um resultado excelente identificando esse pontos e combatendo a exploração sexual não só de crianças e adolescentes, mas também em locais com tráfico, por exemplo. Apreendemos uma arma e também realizamos um trabalho educativo nos prostíbulos, ressaltando que a exploração de menores é crime', explicou Diego Brandão, da Divisão de Combate ao Crime da PRF, em Brasília.

A operação é desenvolvida em parceria com a DAV (Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis), Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos, PROPAZ, Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego, e Ministério Público do Trabalho.

Redação Portal ORM
Fotos: Bruno Magno (Portal ORM)

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