segunda-feira, 1 de abril de 2013

CPI do Tráfico Humano ouve o diretor de Belo Monte


Mais de 30 pessoas foram submetidas a prostituição em Altamira no Pará

O diretor da área de qualidade, meio ambiente, segurança e saúde ocupacional do consórcio construtur da UHE de Belo Monte, Antônio Carlos de Oliveira, será ouvido nesta terça-feira (2) pelos deputados da comissão parlamentar que investiga o tráfico de pessoas no país. A reunião será realizada no Plenário, a partir das 10h. Na quinta-feira (4), a comissão realiza audiência pública no Recife, na Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco, a partir das 15h. Na sexta-feira (5), os deputados da CPI vão à João Pessoa, na Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba, a partir das 9h.


Na próxima semana, na terça-feira (9), às 10h está marcada uma audiência com o vereador de Rio Branco, Fernando Martins e com presidente da Federação de Agricultura do Acre, Assuero Doca Veronez. O local não foi definido.

Fernando Martins e Assuero Veronez foram convocados para falar sobre a operação 'Delivery', realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Acre que investigou uma rede de prostituição e exploração sexual, constituída em Rio Branco envolvendo mulheres com idade entre 14 e 18 anos.

Atuação no Pará - No mês de fevereiro, a Comissão esteve no município de Altamira, sudoeste paraense e constatou várias irregularidades. Os deputados estiveram na 'Boate Xingu', estabelecimento que funciona nas proximidades do canteiro de obras de Belo Monte. No local, 34 pessoas, entre mulheres, adolescentes e travestis, foram libertadas após operações da Polícia Civil e do Conselho Tutelar. As vítimas eram mantidas em cárcere privado e obrigadas a se prostituir.

De acordo com o presidente da CPI do Trabalho Escravo, deputado Cláudio Puty (PT-PA), o local se encontra em absoluta degradação. 'Já estive em áreas onde foram encontrados trabalhadores em condições análogas à escravidão, mas nunca tinha visto quartos com fechadura aberta apenas pelo lado de fora. As meninas eram traficadas e exploradas sexualmente. Eram escravizadas por dívidas e não tinham o direito de ir e vir. Um calor que se aproximava de 50 graus, quartos sem janelas. Chocante, absolutamente chocante'.
ORM com informações de Odacil Canepa (Sucursal em Brasília)

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