domingo, 21 de abril de 2013

Cooperativas se unem em defesa da legalização da garimpagem na região


O Decreto 714 do governador Simão Jatene suspendendo a atividade garimpeira no rio Tapajós contrariou os garimpeiros que trabalham na região. Antes, porém, houve uma Instrução Normativa com as condicionantes ambientais para a prática da atividade garimpeira no Tapajós,

De acordo com o vereador João Paulo (PT), pensou-se que o governo estendesse o prazo para que os garimpeiros se adequassem à legislação ambiental. Segundo ele, não foi o que aconteceu, acrescentando “no nosso entendimento, trata-se de uma medida arbitrária que vai de encontro à questão social do município de Itaituba reconhecido por ter na garimpagem de ouro, 80% de sua economia”.


Uma reunião realizada neste sábado (20) na Câmara de Vereadores tratou dessa questão. Os garimpeiros disseram que o Estado não oferece os mecanismos necessários para que o garimpeiro se regularize tendo em vista às normas ambientais.

Em função disso, os mineradores e as cooperativas COTRAG, COOPOURO, COOPERGRAN, COMIDEE, COOEMIABRA, COOGAM, COOPVAT e COOPMINÉRIO a criaram a ação denominada Movimento em Defesa da Legalização da Garimpagem Regional no intuito de sensibilizar o governo estadual para essa questão, ou seja, mais tempo para que todos se regularizem.

Os representantes destas cooperativas estão se articulando para uma grande mobilização social através de uma Audiência Pública agendada para o próximo dia 3 de maio na Associação Atlética Cearense. Na reunião, os representantes das cooperativas solicitaram apoio do comércio local. Nesse aspecto, o garimpeiro Luiz Barbudo pediu a Davi Menezes presidente da Câmara de Diretores Lojistas (CDL)  que no dia 3 o comércio fecha as portas a partir do meio dia em apoio ao movimento. Davi respondeu que vai convocar os comerciantes para tratar desta solicitação. 

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