quarta-feira, 13 de março de 2013

Policiais Civis e Militares estão em indicativo de greve no Pará


Policiais militares e civis do Pará estão sob indicativo de greve e os principais motivos são a falta de segurança, as más condições de trabalho e a violência que ameaça os servidores. Um protesto deverá reunir a classe em frente à Secretaria de Estado de Administração no próximo dia 19 deste mês, às 10h, segundo informações de Pablo Farah, diretor jurídico do Sindpol/Pa (Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil do Estado do Pará). Os policiais alertam que se as suas reivindicações não forem atendidas será declarado estado de greve policial em todo o Estado.

De acordo com o presidente do Sindpol, Rubens Lima Teixeira, a violência contra policiais aumenta a cada dia e um reflexo dessa afirmação são os índices de mortalidade de policiais civis e militares. Somente nos primeiros meses de 2013 oito policiais foram mortos e mais oito foram feridos entre civis e militares. Em dois meses e meio 156 pessoas morreram em todo o estado e durante todo o ano passado 32 pessoas perderam a vida no Pará. Segundo informações do sindicato existe, atualmente, 1 policial civil para cada 2.900 habitantes de todo o Pará.


‘Estamos em indicativo de greve porque queremos que o governo e os administradores enxerguem mais nossas dificuldades. Precisamos de mais concursos pra aumentar o efetivo, precisamos de qualidade no trabalho, de reciclagem dos nossos policiais, investimentos em armamento, fardamento e tantas outras coisas’, desabafa Pablo Farah.

O presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM e Bombeiros, cabo Xavier, disse que há dois anos a associação redigiu e encaminhou a todos os órgãos do sistema de segurança pública do estado um levantamento sobre a situação da segurança pública, indicando, inclusive, algumas possibilidades para a resolução dos problemas, porém, de acordo com o Cabo Xavier, ‘nenhuma resposta foi enviada e nada foi feito’.
Desde a morte do marido, um policial militar, Elicleide Santana espera indenização. ‘Há dez meses venho lutando para garantir meus direitos à pensão, porém ainda não obtive resposta. Estou enfrentando dificuldades para criar meus filhos’, disse.

O outro lado - Em nota ao Portal ORM, a Secretaria de Estado de Administração esclarece que  'analisa a viabilidade das propostas apresentadas, não só especificamente de uma categoria específica, mas do conjunto dos servidores públicos, para que possam haver discussões objetivas nas mesas de negociação, que deverão acontecer durante o mês de março.

O governo do Estado considera que não há nenhum descumprimento de compromisso com os servidores públicos. Pelo contrário. A exemplo do que fez em 2011 e 2012, em que nenhuma categoria teve perdas em decorrência da inflação, os ganhos obtidos ao longo desses 2 anos variaram de 20% a 42%, inclusive como é o caso dessa categoria, que teve um reajuste de 23% em média. Não existem perdas acumuladas.

A Sead considera esse tipo de ação precipitada, antes mesmo de ao menos sentar formalmente para negociar como tem acontecido nos últimos dois anos. Alarmar a sociedade com ameaça de entrar em estado de greve são posturas que só inviabilizam esse processo'.
(Portal ORM)
Foto: Mayara Maciel (Portal ORM)

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