sexta-feira, 15 de março de 2013

Acidente aéreo em Monte Dourado: Identificação de corpos pode durar 30 dias

foto: notapajós

O prazo determinado pelo Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves para a identificação dos corpos das 10 vítimas fatais do acidente com o bimotor que caiu em Monte Dourado é de, no mínimo, 30 dias. O alto grau de carbonização dos corpos que chegaram ao Instituto Médico Legal ainda na noite da última quarta-feira dificulta a coleta de material para a realização de exames de DNA e há a possibilidade de que nem todos possam ser identificados.

foto: notapajós

O avião de prefixo PT-VAQ caiu e pegou fogo na noite do dia 12 quando eram transportados trabalhadores da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio do Jari, no sul do Amapá.

De acordo com o diretor geral do CPC Renato Chaves, Orlando Salgado Gouveia, uma equipe de três médicos legistas, três peritos criminais do laboratório de DNA e dois odontolegistas já iniciaram a coleta de materiais para um possível exame. “Vai ser um trabalho bastante complexo. Tem o risco de dois ou mais corpos não conseguirem ser identificados, mas vamos trabalhar exaustivamente para evitar isso. Os corpos sofreram processo de calcinação [perda total de líquidos] e, em alguns casos, os corpos não foram encontrados em sua totalidade, temos apenas pedaços”, apontou. “Vai ser preciso uma coleta bastante criteriosa do material, por isso, trabalhamos com um prazo não inferior a 30 dias. Vamos unir todos os esforços para que a identificação possa ser feita o quanto antes”.
foto:notapajós
Para que o trabalho possa ser realizado o mais rápido possível, essa equipe do CPC vai trabalhar exclusivamente no caso. “Já determinamos a paralisação, suspensão de todos os exames de DNA no laboratório para a dedicação a esse caso”, afirmou o diretor, ao lembrar que todas essas informações já haviam sido passadas a familiares das vítimas que chegaram ao instituto no final da manhã de ontem. “Temos representantes de todas as vítimas, porém, alguns não poderão ter o material coletado porque precisamos que sejam pais, mães ou irmãos para fazer o exame de DNA. Estão chegando mais dois ou três familiares de vítimas para que façamos a coleta”.
(Notapajós)






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