segunda-feira, 25 de março de 2013

Comunidade órfã de Itaituba adotada por Trairão quer definir situação geográfica


Danilo Miranda garante que está investindo em Pimental
Continua o impasse entre Itaituba e Trairão em relação a que município é responsável por dar assistência à comunidade de Nova Esperança, também conhecida como Agrovila 22. Na sexta-feira passada (22), os vereadores de Trairão realizaram audiência pública na comunidade para discutir o assunto.


A história do pequeno povoado de Nova Esperança, localizado na BR-163, vem desde a definição do mapa de Itaituba, após ter sido decidida a elevação de Trairão à categoria de município. Foi em 1992, quando o povo foi às urnas escolher seu primeiro prefeito. Quem conhece bem essa história é o vereador Pedro Cacau, que apontou uma falha de cartografia, que provocou um impasse que se arrasta até hoje. Segundo ele, novo mapeamento foi definido por linhas divisórias naturais, dois igarapés, o Tucunaré e o Itaboraí. Mas houve uma pequena confusão que se transformou em um grande problema administrativo.

O mesmo aconteceu com um outro povoado, Vila Pimental, que está bem mais próxima a Itaituba, mas pertence ao Trairão, enquanto a comunidade de Nova Esperança, também chamada de Agrovila 22, fica bem perto do Trairão.

Os moradores mais antigos são os que mais defendem a idéia. Eles também garantem que, mesmo pertencendo ao território de Itaituba, a agrovila sempre teve assistência de Trairão. O mesmo acontece com Pimental. Procurado pela reportagem do Blog, o prefeito Danilo Vidal de Miranda, de Trairão, disse que "a Prefeitura daquele município está fazendo investimentos na vila Pimental, assumindo seu compromisso. Agora, queremos que Itaituba assuma a Agrovila 22. O que não pode é que nós, de Trairão, assumamos as duas. Se Pimental é da nossa responsabilidade, estamos dando toda assistência às famílias de lá".

Eliene: "Que a opinião popular seja respeitada"
Já a prefeita Eliene Nunes, de Itaituba, lembrou que, tempos atrás, quando das administrações de Roselito Soares, em Itaituba, e Ademar Baú, em Trairão, foi feito um 'acordo de cavalheiros', definindo que, em vista da curta distância de Trairão a Agrovila, Trairão cuidaria daquela comunidade. Já o Pimental poderia ser assistido por Itaituba. "Mas isso foi informal, nada documentado. Hoje, eu digo o seguinte: se as comunidades forem ouvidas, respeitaremos o que as famílias desejarem. Se a Agrovila 22 quer ser cuidada por Trairão, que assim seja. O mesmo eu digo do Pimental em relação a Itaituba. Defendo que seja dado à população o direito de se manifeswtar, e que esse direito seja respeitado", disse Eliene Nunes.

Na prática, as duas Prefeituras não são culpadas, mas são as mais prejudicadas, já que os investimentos feitos nessas comunidades que não pertencem à área administrativa, são fora do planejamento, e acabam onerando os recursos públicos. A audiência pública realizada na comunidade discutiu a proposta de que o povo decida a questão em plebiscito.

Mesmo com essa proposta sendo aceita pelos moradores da comunidade, o assunto não parece fácil de ser resolvido, até porque a própria Justiça já reconheceu a agrovila como pertencente a Itaituba. Hoje, os servidores públicos concursados que trabalham na comunidade pertencem ao Trairão e terão que definir sua situação com a Prefeitura de Itaituba. Também os mais de quatrocentos e cinqüenta eleitores que moram aqui já foram convocados a transferirem seu documento eleitoral para Itaituba. Mas, na comunidade, já foi montada até uma comissão, que pretende levar a questão à Assembléia Legislativa do Estado e solicitar uma solução.
Reportagem: Mauro torres

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