quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Servidor da Justiça desvia equipamentos apreendidos e é acusado de peculato


A denúncia foi feita pelo empresário Wesley de Andrade Neves, proprietário da empresa “Ceará do Frio”, em Itaituba, e resultou na prisão de três pessoas envolvidas em crimes de peculato e receptação. Segundo relatou à guarnição do sargento Albertino Soares, do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM), ele teve os equipamentos de som automotivo do seu veículo apreendidos depois de ter sido denunciado por moradores de determinada área da cidade por estar ouvindo música em alto volume.

“Tudo bem, eu reconheço minha culpa. Meu equipamento foi apreendido e estava lá no Fórum. Mas são meus equipamentos. Eu investi mais de R$ 10 mil para montar meu som”, disse o empresário. Foi quando participava de uma partida de futebol que Wesley ouviu, de um amigo, que seu equipamento de som estava em outro carro. “Eu fui lá e constatei. Ainda estavam até com meu nome”, complementou.

Ao investigar a pessoa que estava com os equipamentos, a polícia descobriu que todos os objetos haviam sido adquiridos do servidor do Fórum de Itaituba Marcos Arnoldo Nascimento do Carmo, que, por ter acesso à sala onde os equipamentos estavam guardados, acabou subtraindo boa parte do que ali estava e já havia comercializado os aparelhos de som.

No curso das investigações, a polícia também prendeu Wendel Frank Teles e Adeilson Sousa Silva, que já estavam com os aparelhos instalados. O caso foi apresentado na Seccional de Polícia no plantão do delegado Antônio Carlos Corrêa da Silva, que apenas ouviu os envolvidos e os pôs em liberdade, uma vez que eles estavam fora da condição de flagrante.

“Mas isso não os exclui da culpa. Eles vão responder em liberdade pelos crimes de peculato (caso de funcionário público que se apossa de bem ou valores alheios) e receptação (caso de quem compra objeto roubado)”, disse o delegado. Em caso de condenação, Marcos poderá pegar de 2 a 12 anos de prisão. Já para o crime de receptação, a pena é mais branda, vai de 1 a 2 anos de prisão.
(Mauro Torres)

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